quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Onda

Foi como uma onda que me tomava, me impedindo de agir racionalmente, ou mesmo de pensar. Era como se eu me debatesse e me afogasse, esquecida momentaneamente de como se faz para nadar. Era como se para todos os lados que eu olhasse, só visse a mesma paisagem: aquela imensidão azul, e nada – absolutamente nada – que pudesse me salvar. Era assim que eu me sentia diante do mundo: eu precisava salvá-lo, mas ele não me dava nenhuma dica de como fazer isso. E eis que demorei a perceber que havia virado o espelho do meu maior inimigo. O espelho? Talvez eu tenha virado o meu próprio inimigo.

2 comentários:

  1. nossa, isso é muuuuuuito Clarice (pela minha experiência com ela até agora)...
    lindo, lindo, lindo

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  2. qdo a gente ta lendo Clarice, tdo no mundo fica meio "clariciano" msm... =P
    na verdade eu tava pensando no filme "A Onda"... faz sentido? hehehe

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