O problema é que a gente não tem dado condição da beleza de cada alma humana extravazar, tornar-se coletiva, contagiar o mundo. Entende o que eu quero dizer? Falta liberdade de dizer e fazer o que vem da alma. Falta esse tempo de sentir.
Novos tempos... Tempos de sentimentos... Tempos de sinceridade... Tempos de mais alma e menos máscaras...
Tempos de um mundo contagiante, tempos de olhar nos olhos e ver a alma, ou a poesia...
Desejos para 2010? Pedidos?
Não exatamente...
Eu até poderia dizer que nesse ano quero olhar mais nos olhos, mas esses pedidos de ano novo me soam extremamente clichês... E a minha implicância com os clichês é que eles costumam ser apenas palavras vazias... E fazer um pedido de final de ano seria o oposto de extravasar o que vem da minha alma, porque seria apenas repetir rituais pré-estabelecidos...
Aqui não vai nenhuma atitude política, aqui não vai intenção de ir contra a maré, de me rebelar ou algo do tipo.
Não, mais do que atitude política, é atitude poética... é perceber que existe beleza no mundo, e que só nos falta a paciência de enxergar - e ser - beleza.
Eu só quero dizer que acredito nesses novos tempos... comecem eles amanhã ou daqui a milhões de anos.
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