Pois é, meus textos são inquietos. Mas eu não sou inquieta, não. Quer dizer, eu sou inquieta sim, mas não me entenda mal, isso não quer dizer que eu seja infeliz. Eu sou tão feliz que acho justo tentar entender o porquê disso tudo. Justo com a vida, justo com o mundo, mesmo.
Meus textos me angustiam. Mas não me entenda mal, porque isso não quer dizer que eu deixe a angústia me tomar. É angústia pouca, só o suficiente para eu ter esperança. É que eu sou tão feliz que tenho forças para ter esperança. É sério.
Todos esses textos aqui são só uma maneira de eu não me deixar fechar no meu mundinho. É que o mundo é muito maior e eu quero caber nele todo. Eu quero aprender que felicidade não é só a minha felicidade.
Meus textos são muito pessoais. Não, na verdade não. “Pessoal” não é a palavra. Eles me vêm naturalmente, é verdade, mas eles não são pessoais no sentido de falarem do que me diz respeito. Nada disso me diz respeito. Diz respeito à minha visão de mundo, talvez, mas não falam de mim, mesmo que pareça.
Eu sei que é difícil entender tudo isso. Eu também nunca tive a intenção de explicar. É que explicação podia estragar tudo o que eu dizia.
Não é que eu queira compartilhar a minha angústia. Bom, talvez eu queira. Mas só se der para entender o propósito da minha angústia. E só se der para entender que isso aqui tem só um pouquinho de Alice. O resto é só o que poderia ter passado na cabeça de qualquer um, mas passou na minha.
Eu bem queria saber falar com calma de tudo. Eu queria poder chegar aqui cheia de respostas. Mas eu trago problemas. Não é que eu seja problemática, não. É que eu escrevo para visualizar o problema. A resposta é a vida que vai me dar. Ou não.
eu entendo um pouco o que você falou, rs. Muitas vezes quando eu penso em escrever algo, parece que não sou eu que escrevo, tanto que em muitas vezes eu me esqueo muito rápido de altas coisas geniais que ia escrever ahahahaha
ResponderExcluiraí sim eu fico bolado!
aeuheahua
bom, gostei do texto
muito pensativo, muito alice mesmo
=P