
Chega um dia em que a gente percebe que era feliz
Mas a gente sempre soube
O que ela olhava pela janela amarela...
Aquilo a emocionava
Nunca tinha emocionado antes
Mas dessa vez emocionou
Emocionou porque ela lembrou
Lembrou de como era bom ser criança
Não é que ela tivesse sido mais feliz naqueles tempos, não
Era só nostalgia, mesmo
É, nostalgia
Esse ato de ter boa memória só pras coisas boas
Ainda bem que é assim
Pena que é assim
Porque aí ela chorou
Chorou de saudade daqueles tempos
Chorou porque o mundo tinha mudado
É, o mundo mudou
É uma pena que mudou
Ainda bem que mudou
Pois é, essa mistura de sensações
Esse ser feliz e ser triste ao mesmo tempo
Esse querer voltar e querer seguir em frente
E ela chorava e já não sabia o porquê
E ela chorava e era de felicidade
Porque nostalgia faz a gente chorar de tanto ser feliz
Chorar porque era feliz
Chorar porque é feliz
(Felicidade quando é muita faz chorar)
Ah, era tanta coisa
Tanta coisa que ela pensava e que não conseguia dizer
Também, não teria pra quem
Pra quem contar
Ninguém entenderia
É, ninguém entenderia
Então ela guardou pra si
Guardou o que era essa felicidade triste (tristeza feliz?)
Guardou o que era ver tanta beleza
Em uma vista que já conhecia há tanto tempo
Que graça tinha?
A graça que tinha era a sua infância
É, a sua infância estava toda ali
E aí ela pensou que talvez não fosse a vista
Talvez fosse a janela
É, a janela amarela
Aquela janela amarela
Aquela
Janela
Amarela
Que era
Beleza
Poesia
Nostalgia
Infância
Aquela janela perdida no tempo
Aquela janela de todos os tempos
Aquela janela amarela era tudo
Tudo!
É, ninguém entenderia que a janela amarela era o mundo
Amei muitoooo!
ResponderExcluirEra desse poema que vc estava falando hoje cedo?
Gostei muito. E ainda me causou um pouco de nostalgia também!
Só pra constar, já disse que amei o texto todo, mas essa parte especialmente me tocou a alma:
"Aquela janela perdida no tempo
Aquela janela de todos os tempos
(...)
É, ninguém entenderia que a janela amarela era o mundo"
obs. que SAUDADE daquela janela amarela