segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lugar Comum


Em seu quarto guardava um monte de fotografias de lugares que não conhecia mas que amava mesmo assim. Guardava não, as exibia nas paredes. Era como se no seu quarto estivesse o mundo. Mas isso não era verdade. Estava presa ali e agora que estava crescida não acreditava mais nessa ilusão de viajar sem sair do lugar. Eram como aquelas histórias que sua mãe contava quando ela era criança: por mais lindas que fossem, não eram reais. A realidade era sempre mais bruta.

Queria sair do lugar. Queria um lugar real, mesmo que bruto.

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