domingo, 2 de agosto de 2009

Sobre Erros e Pensamentos

Sei que tem alguma coisa errada. E o pior de tudo é não saber onde está o erro. Se está em mim, se está no mundo, se está nos humanos ou em determinados humanos. A natureza, creio, é perfeita, certo? Então o erro não está nela. Mas se não está nela, não está no mundo, nem nos humanos, nem em mim. Não está em nada. Mas eu sei que tem um erro, eu sinto. É algo que sinto na alma (será o erro na alma? mas minha alma também não é natureza?). Será, então, que a natureza não é perfeita? Me envergonho de pensar algo assim.

Mas, sabe, me envergonhar do que eu penso talvez seja melhor do que fingir que não penso. Ah, como é difícil quando a gente resolve ouvir nossos pensamentos. Como é difícil quando a gente faz assim: vai pensando e vai tentando entender o que vai pensando. Porque o que a gente pensa - o que a gente pensa mesmo, e não o que a gente finge que pensa - não faz sentido diante do que é o mundo, do que o mundo nos é. Como é estranho perceber que a gente não é nada, e que o mundo nos é incompreensível.
E como é estranho e vergonhoso entender os nossos mais profundos pensamentos.

Mas aí eu já estou mudando de assunto. Mas pensar é assim mesmo. Pensar de verdade, sem fingimento.

E o erro continua em algum lugar. Ou em lugar nenhum. Talvez o erro não seja localizável.

E talvez pensar não me leve a lugar nenhum.

Um comentário:

  1. "E talvez pensar não me leve a lugar nenhum."

    adorei!

    já falei que amo ler seus pensamentos?
    bom...
    eu amo ler seus pensamentos!

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