terça-feira, 14 de julho de 2009

Eu realmente sou esperançosa quanto à capacidade de transformarmos esse mundo em um lugar decente. Não porque acredito na raça humana, no amor, ou em alguma bobagem dessas. Simplesmente porque a dor de perceber que chegamos ao limite da autodestruição me mataria.
Não sei se as pessoas têm alma ou se são egoístas. Será que cada um tende a preservar a sua existência e o seu bem-estar em primeiro lugar?
É a luta pela felicidade, não a minha, mas a felicidade em sua essência, que me faz acreditar que eu ainda estou viva, apesar de tudo. Apesar de às vezes me sentir como uma moribunda porque não sei aonde ir, é essa busca que me faz, de alguma forma, ainda acreditar na vida, na paz, na ideologia. E acreditar nas pessoas: não em todas, nem ao menos na maioria, mas em determinadas pessoas que ainda não esqueceram da bondade que existe em nós.
A insanidade está tomando conta da humanidade; atitudes anormais estão sendo consideradas normais. Rezo para que percebamos que fome, guerra e exploração não são atitudes humanas. Não deveriam ser. Rezo para ter volta.

Mas, no fundo, não era nada disso o que eu queria dizer. Eu queria dizer que estou agoniada. Que não consigo dormir porque me percebi impotente diante da desgraça em que se transformou esse planeta. E eu quero dizer também que vestir branco na virada do ano não transformou esse mundo em um lugar mais agradável no dia seguinte.

Texto escrito em: 6 de janeiro de 2009 - 2:10 hrs

2 comentários:

  1. já tinha lido sim, mas vc acrescentou umas duas últimas frases no final que achei perfeitas!

    (me parece que as suas últimas frases também não deixam nada a desejar)

    super concordo com esse texto!
    amo te ler! :)

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  2. "E eu quero dizer também que vestir branco na virada do ano não transformou esse mundo em um lugar mais agradável no dia seguinte."

    Tiro o chapéu, Alice.

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